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Mãe será julgada por torturar e matar filho de cinco anos

Mãe será julgada por torturar e matar filho de cinco anos

A autora de um crime que chocou a região de Franca-SP vai prestar contas com a Justiça nesta próxima semana. Jane Aparecida Jardim será julgada quinta-feira acusada de matar o próprio filho Adriano Henrique Jardim Ramos, de apenas cinco anos. Ela responderá pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. Jane não sentará sozinha no banco dos réus. O então marido dela, Tiago Rodrigues, também será julgado por duas acusações de tortura.

O caso aconteceu no dia 26 de fevereiro de 2015 na zona rural de Cristais Paulista. Adriano foi espancado dentro da casa até ficar inconsciente. Foi socorrido em estado grave e levado para o CTI Infantil da Santa Casa de Franca-SP, onde morreu no dia seguinte. Inicialmente, Jane alegou que havia batido no filho porque ele teria feito cocô na cama, versão que foi derrubada pela Polícia Civil durante a reconstituição do crime. "Ela confessou que deu vassouradas e três mordidas no abdome e face da criança", disse o delegado Djalma Donizete Batista, que foi o responsável pelo caso.

Confrontada com laudos periciais e fotos das lesões, Jane revelou detalhes que havia omitido em seu primeiro depoimento. Ela bateu no filho pelo menos duas vezes no período das 8 às 12h45. Logo cedo, a mulher havia servido arroz, salsicha e ovo ao menino. Adriano passou mal e vomitou no sofá da sala. Foi quando levou a primeira surra de cinta.

Jane colocou Adriano de castigo no sofá e foi cuidar do filho de dois anos que estava no quarto. Em determinado momento, ela chamou Adriano. "Ela sentiu cheiro de fezes e constatou que ele tinha feito as necessidades na roupa. Ela mandou que ele fosse ao banheiro se lavar. No trajeto, passou a agredi-lo novamente. Desta vez, com a vassoura", contou, no dia da reconstituição, o investigador Wellington Amato. Foram golpes no abdome e no joelho, que quebraram o pau em dois pedaços. A polícia acredita que o menino possa ter feito cocô na roupa, justamente, após ter sofrido a primeira agressão. Quando Adriano saiu do banho, Jane o agarrou e o chacoalhou. O menino caiu e bateu a cabeça no chão e, não na cama, como ela havia dito na primeira versão. "Ao ver que o filho havia perdido a consciência, ela o levou até o banheiro e tentou reanimá-lo. Como não conseguiu, levou o menino para a cama e fez respiração boca-a-boca. Ela não tinha álcool em casa e passou pano com pinga no nariz dele", completou Amato.

Ao ver que o menino não acordava, Jane chamou um vizinho para dar socorro a ele. Adriano deu entrada na Santa Casa no começo da tarde e teve a morte cerebral constatada na noite seguinte. A mãe foi presa e levada para a Penitenciária de Tremembé, onde está até hoje.

Jane responde pelo crime de homicídio triplamente qualificado. O promotor de Justiça Odilon Nery Comodaro, responsável pela acusação, afirma que ao matar Adriano, ela agiu por motivo fútil, usou meio cruel e impossibilitou a defesa do menino. Jane também é acusada de torturar o filho.

O marido de Jane e padrasto de Adriano também foi denunciado pelo promotor. Tiago Rodrigues é acusado de torturar o menino morto e seu irmão de 11 anos, que na época do crime morava com o pai em Campinas.  Inicialmente, o juiz entendeu que Tiago não deveria responder por tortura. O promotor recorreu e obteve êxito no TJ. O julgamento será realizado quinta-feira (25), às 9 horas.

Por GCN/Edson Arantes

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