Artigo

A mágica de uma bolinha de gude

É comum que nos apeguemos a objetos, mas, à medida que amadurecemos, percebemos como são pouco relevantes perante a importância da existência em si mesma. O filme francês 'Os Meninos que Enganavam Nazistas', dirigido por Christian Duguay, traz ese ensinamento, entre muitos outros, em meio á Segunda Guerra Mundial.

 

A narrativa tem como base o livro que Joseph Joffo, sobrevivente do conflito, publicou em 1973. Intitulado 'Un Sac de Billes', narra a sua história de fuga do nazismo com o irmão. As bolinhas de gude, uma delas em especial, funcionam como uma espécie de talismã. Porém, ao saber do falecimento do pai, a passagem para a vida adulta traz transformações.

 

Uma delas é simplesmente deixar a bolinha de lado. Afinal, o que manteve a família unida foi a capacidade dela se reinventar constantemente, seja mudando de país, seja sabendo os melhores momentos de empreender a sua jornada junta ou separada. Trata-se de um permanente jogo de estratégias para se manter vivo. Um passo em fácil significava a morte.

 

O relacionamento entre irmãos comove, assim como o modo como lidam com o ambiente hostil. Existe sempre uma maneira bem humorada de trabalhar com o cotidiano, de maneira que o lúdico se faz presente por mais horrível que o entorno se configure. Nesse universo, as bolinhas de gude são necessárias até um momento. Depois, a vida cobra seu preço.

 

Oscar D'Ambrosio, Doutor em Educação, Arte e História da Cultura e Mestre em Artes Visuais, atua na Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp.

Galeria

Comentários

Publicidades

Mais Vistas

1

Advogado é o primeiro deficiente visual a receber carteira da OAB em São Carlos

2

Ganhadores do Oscar nas principais categorias

3

Novo Golf produzido no México começa a chegar às concessionárias Volkswagen no Brasil

4

Projeto Empreender realiza I Mega Bazar Itinerante

5

Dupla é presa ao transportar 733 tijolos de maconha em Boituva