Saúde

Prima de gestante que perdeu bebê invade coletiva e aponta negligência médica

 Folha São Carlos e Região

 

 Andreia Inácio dos Santos, prima da gestante Talita Fernanda Rocha, 30 anos, invandiu a coletiva de imprensa na Santa Casa na manhã desta quarta-feira (7) e apontou negligência médica a causa da morte ultrauterina do bebê na noite desta terça-feira (6). Rocha ainda está internada na Maternidade da Santa Casa com o feto sem vida dentro da barriga e inconformada com a perda.

 

“Nós estamos se sentindo um lixo, como se não fosse um ser humano, acho que nem um animal deve ser tratado como outras pessoas dentro dessa Santa Casa”. Ela (Talita) está passando dor, aflita, nervosa, eu acho que isso tem que ser tomado providência para não acontecer com outras pessoas”, disse Andreia. Estava na sala o secretário de Saúde, Caco Colenci, superintendente da Santa Casa, Daniel Bonini,   coordenador da Maternidade,Humberto Hirakawa, o vereador Lucão Fernandes (PMDB), presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal e o vereador Moisés Lazarine (DEM).

 

Talita está na maternidade desde as 13h de ontem e vai ser induzia a um parto normal. A morte do menino foi registrada depois do segundo exame.

 

De acordo com Andreia, a gestante estava de 40 semanas e seria o primeiro filho. Talita foi acompanhada por um pré-natal em Posto de Saúde e tinha um estado de saúde normal, sem registro de diabetes e hipertensão.

 

Andreia disse que há algumas semanas Talita estava passando uma bateria de consultas e chegou afirmar que não estava sentido o bebê, mas o médico da Maternidade declarou que estava normal.

“Ela veio várias vezes passar em consulta e nessas vezes mandaram ela de volta para casa. Ela relatou que não estava sentindo o bebê e o médico, o Dr. André, que atendeu ela, falou que o nenê estava mexendo. Mas quando foi ontem ela voltou e o coração dele não estava batendo mais. O erro foi médico”, explicou.

 

Andreia elogiou a assistência do Humberto Hirakawa, coordenador da Maternidade, mas apelou para que a Santa Casa tomasse providência. “O Dr. Humberto é um médico que esta dando toda assistência e fazendo possível e impossível. Mas isso tem que acabar, eu vim de São Paulo há cinco meses, falaram para mim hoje que dentro da Santa Casa que isso não acontece em São Paulo, pode acontecer, mas o que está acontecendo com ela (Talita) eu nunca vi acontecer lá”.

 

Santa Casa

 

O coordenador da Maternidade, Humberto Hirakawa, disse que a gestante diagnosticada com óbito fetal, deu entrada com o feto em óbito, e admitiu que Talita passou por consultas anteriores e que o bebê estava com vida.

 

Sem rodeios, Hirakawa apontou a situação como calamidade e que precisa ser tomada medidas urgentes. “Nos concordamos com todas as palavras da Andreia de que isso é um absurdo e que não deve mais acontecer na nossa Maternidade. Não estamos discordando, não achamos esses episódios normais, não achamos isso razoável, achamos isso uma calamidade. Temos realmente que acabar e nossos esforços vão todos ao encontro do desejo da população de que isso acabe, mas isso tem que ser feito com base naquilo que a ciência mostra que é seguro e não no que acreditamos”, disse.

A Santa Casa vai abrir outra sindicância para apurar as mortes. “Nós vamos investigar e se for verificado que houve algum tipo de equívoco no processo assistencial, ele será corrigido e alguma responsabilidade será apurada pelo órgão competente”, finalizou.

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