Artigo

O caminho do Brasil passa pela sala de aula

Em 14 de julho de 1956 morria aos 55 anos, Luiz Augusto de Oliveira, o “Luizão” e o "Prefeito Perpétuo de São Carlos", título que lhe foi outorgado pela Câmara Municipal. Hoje tem seu nome o estádio municipal, a rodovia SP-215, uma escola estadual e uma avenida de nossa cidade.

Fui aluna da EEPG Prof. Luiz Augusto de Oliveira e convivi com a figura desse homem durante toda minha infância. A lembrança da primeira vez que vi o retrato dele, forte e imperativo, sobre a mesa da diretora é uma das mais marcantes da minha vida escolar. Encantei-me.

Neste artigo, o advogado e editor José Antonio Antonini apresenta momentos de sua relação, como aluno e amigo, com o professor e depois Deputado Estadual, Luiz Augusto de Oliveira. Em uma época de conceitos e costumes diferentes, Antonini traz recordações da criança que foi em São Carlos.

Cita lugares como a cachoeira do Broa antes da represa e outros nomes importantes e marcantes da nossa história como do Bispo Dom Gastão Liberal Pinto, Monsenhor Ruy Serra e de Ary Pinto das Neves.

José Antonio Antonini nasceu no dia 02 de junho de 1932, em Corumbataí, SP.  Órfão e ainda criança veio para São Carlos, SP, onde cresceu vivendo em regime de internato no Ginásio Municipal, hoje Diocesano La Salle. Foi presidente da Juventude Estudantil Católica no final dos anos 1940 e bem cedo começou a escrever artigos que eram publicados no jornal “São Carlos”. Mais tarde, fez Direito no Largo São Francisco USP, em São Paulo, onde se casou e teve dois filhos.

Indicado pelo próprio autor argentino Carlos González Pecotche, Antonini foi o primeiro diretor da Editora Logosófica no Brasil, encarregado de traduzir os livros da ciência logosófica do espanhol para o português, de 1964 até falecer em 8 de agosto de 2006. 

E é com uma citação de Pecotche que ele termina o artigo, propondo-nos uma reflexão: “Seria bom que cada um recordasse essa criança, a que foi, a que morreu. Que a recordasse muito, porque nessa recordação vai implícito o enlace da atual existência com a que foi, pois o esquecimento não somente destrói o vínculo que as une, senão também a própria sensibilidade”.

 

Vanessa Gurian – julho 2019

 

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