Esporte

A Soberania do Real Madrid

Por Olavo Villas Boas

 

Nos últimos anos, a Liga dos Campeões tem perdido a graça, se tornando previsível, quase que com um roteiro.

 

Tudo isso se deve ao poder sem igual do Real Madrid na competição, o que não começou do nada.

 

O elenco que conquistou 4 das últimas 5 edições do maior torneio de clubes do mundo viveu momentos de baixa do meio da última década até o início da presente.

 

O auge da angústia madridista tem seu ápice no período brilhante do maior rival Barcelona, de Guardiola, presenciando a ascensão do time catalão como um dos maiores esquadrões da história do futebol, liderados por um dos maiores jogadores de todos os tempos, Lionel Messi.

A rivalidade tomava contornos gigantescos, mas a fase era ruim, o momento não era de fato o ideal, marcado, por exemplo, pelo sonoro 5 a 0 no Camp Nou, na temporada 2010-2011.

 

Foi necessário um projeto, foi necessária uma reformulação, o time não competia de acordo com seu nível histórico, chegando a 12 anos sem conquistar a Europa.

Pellegrini não deu conta de administrar o elenco, tampouco Mourinho, cujo estilo de jogo jamais se adaptou.

 

A chegada de Carlo Ancelotti foi essencial para a crescente do clube merengue.

Com sua vasta experiência e amplo currículo na competição europeia, o treinador trouxe como assistente um dos maiores nomes do futebol, Zinedine Zidane.

Zizou seguiu os passos de Ancelotti, liderando o elenco depois da saída do italiano.

Liderado por Cristiano Ronaldo, o time conquistou a tão aguardada e sonhada "La Decima" em 2014 a duras penas, em um jogo emocionante, pra não dizer histórico.

 

O duelo entre os melhores do mundo, que até então era liderado soberanamente por Messi, que possuía 4 bolas de ouro, era gigante.

Cristiano assegurou sua terceira com aquele título, mas logo teve a distância ampliada após a conquista do Barcelona em 2015.

 

A saída de Ancelotti fez com que Florentino Pérez indicasse o nome de Rafa Benitez (Spoiler: haverá um artigo apenas sobre ele).

Benitez não deu conta de administrar a constelação de estrelas, emplacando uma sequência de resultados negativos, levou um 4 a 0 do Barcelona, então atual campeão europeu, dentro do Bernabeu que lhe custou o cargo.

 

Chega então Zinedine Zidane, pra apagar incêndio, com um time bagunçado pelo treinador espanhol, e consegue conquistar a Liga dos Campeões pela 11ª vez, numa vitória emocionante nos pênaltis contra o Atlético de Madrid. (Destaque pra atuação de Cristiano Ronaldo no segundo jogo das quartas de final contra o Wolfsburg em casa, onde após perder por 2x0 o primeiro jogo na Alemanha, o português emplacou um Hat Trick mágico para classificar os merengues).

Começava ali uma soberania, do Real e de Cristiano, que conheceremos semana que vem.

 

*O programa Onda Esportiva vai ao ar todas as quartas-feiras, às 20h, na Rádio UFSCar (95,3 FM). Curta nossa página no Face: www.facebook.com/ondaesportiva

 

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