Cultura

Confira a programação de novembro do Cineclube CDCC

 

Com sessões gratuitas aos sábados, às 20 horas, o Cineclube do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da USP, em São Carlos, promoverá a seguinte programação no mês de novembro de 2018:

XII Mostra Internacional de Vídeodança de São Carlos

Evento traz obras de videodança, produzidas em vários países do mundo, para promover um espaço de contato entre a produção da dança e do audiovisual na arte contemporânea.

A parceria da Mostra Internacional de Videodança de São Carlos (MIVSC) com o Cineclube CDCC – USP completa quase uma década. Em sua 12ª. edição, apresentamos produções riquíssimas de diversas partes do mundo, distribuídas em três panoramas: Américas, Europa e Mix Mundo. Esses panoramas percorrem diferentes culturas, que podem ser observadas sob a forma de movimentos na tela, em uma linguagem híbrida que combina a dança e o cinema.

Programação (exibição antes do longa-metragem) Dia 10 – Panorama Américas ComSonância (Brasil, 6 minutos) Direção: Kamyla Matias Soliloquio (México, 5 minutos) Direção: Lorena López F20 (Brasil, 2 minutos) Direção: Vinicius Cardoso

Dia 17 – Panorama Europa Ring (Espanha, 6 minutos) Direção: Elsa Montenegro Akasha (Suiça, 5 minutos) Direção: Sean Wirz Dafne (França, 3 minutos) Direção: Nicolas Jalu

Dia 24 – Mix Mundo Conquest and Prision (África do Sul, 8 minutos) Direção: Mark Freeman Digital Afterlives(Austrália, 5 minutos) Direção: Richard James Allen & Karen Pearlman

  Já a programação dos filmes será:

3 – Não haverá sessão

10 – Quanto Mais Quente Melhor Some Like It Hot, EUA, 1959, Comédia, 121 minutos Direção: Billy Wilder Elenco: Marilyn Monroe, Tony Curtis, Jack Lemmon Considerado uma das melhores comédias de todos os tempos, Quanto Mais Quente Melhor nos coloca na pele de dois músicos desempregados, Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon), que viviam na caótica Chicago de 1929, onde várias gangues espalhavam o terror pela cidade. Ao testemunharem uma chacina ocasionada por uma das máfias da cidade, os dois músicos tentam desesperadamente fugir dos criminosos, e a única maneira que encontram para escapar é entrando em uma banda feminina que está em turnê pelo país. Maquiados, vestindo saltos, bijuterias e roupas exuberantes, os dois artistas encarnam Josephine e Daphne, as duas novas instrumentistas da banda, que logo conhecem a vocalista e principal integrante do grupo musical, Sugar Kane (Marilyn Monroe), uma jovem inocente e atrapalhada que sonha apenas em encontrar seu amor verdadeiro, de preferência um milionário. Contudo, as coisas começam a ficar atrapalhadas quando Joe se apaixona pela estrela da banda e se vê dividido entre manter o disfarce ou conquistar a garota. Do outro lado, Jerry a todo momento tenta livrar seu parceiro de confusões, ao mesmo tempo em que tenta desviar das paqueras de um milionário que se apaixona por sua personagem Daphne. As duplas de músicos atrapalhados, junto com a charmosa Sugar Kane, se metem em altas confusões e sempre solucionam seus problemas de maneira hilária que só uma obra como essa poderia nos oferecer. Utilizando de forma satírica as personagens travestidas, o longa, ganhador de um Oscar e dois Globos de Ouro, é repleto de boas piadas espalhadas pelo roteiro junto de diálogos engraçadíssimos que com certeza irão render ao espectador bons momentos de risadas. Douglas Gomes Lima dos Santos Livre para todos os públicos Tema: Show business

17 – Jules e Jim – Uma Mulher para Dois Jules et Jim, França, 1962, Romance, 105 minutos Direção: François Truffaut Elenco: Jeanne Moreau, Oskar Werner, Henri Serre O filme conta a história de Jules (Oskar Wener), um tímido imigrante austríaco, e Jim (Henri Serre), um francês culto e extrovertido, dois grandes amigos da França do início do século XX que passam seus dias fazendo atividades juntos, como treinar boxe, jogar dominó ou dialogar sobre temas banais. A rotina de ambos muda quando estes retornam de uma viagem à Grécia e conhecem a carismática Catherine (Jeanne Moreau), uma mulher divertida que desperta o interesse dos dois amigos, e logo estes formam um trio inseparável. Catherine, com sua personalidade contagiante, acaba conquistando tanto o coração de Jim quanto o de Jules, dando início à uma relação aberta entre os três, vivendo uma linha tênue entre paixão e amizade, onde eles passam a tentar aproveitar os prazeres da vida ao máximo, sem limitações dentro deste relacionamento. Tudo muda com o estouro da Primeira Guerra Mundial, onde Jules e Jim são obrigados a servir cada um ao seu país em lados opostos do conflito. Ambos se reencontram algum tempo depois, quando Jules, já casado com Catherine, mantém uma relação amorosa e problemática, já que a moça passa a ter vários casos extraconjugais, inclusive com seu melhor amigo Jim, que acaba também se apaixonando por ela. A partir, daí o trio passa a viver experiências conflituosas onde ambos os rapazes se encontram apaixonados por Catherine, enquanto ela revela seu lado instável, oscilando sua atenção e desejo entre os dois amigos. O longa, baseado no livro de mesmo nome e dirigido por François Truffat, foi lançado na década de 1960, época em que movimentos que idealizavam a libertação pessoal estavam se tornando populares no mundo todo. Com o estouro da revolução sexual, que desafiava os códigos tradicionais de comportamentos relacionados à sexualidade humana e relações amorosas, o diretor foi muito feliz em contextualizar os movimentos sociais da época com o relacionamento aberto vivido pelo trio, mostrando todos os prazeres e conflitos que este poderia trazer aos personagens. Douglas Gomes Lima dos Santos Não recomendado para menores de 14 anos Tema: Relações Humanas Contém: Diálogos adultos

24 – O Assassino L’assassino, França/Itália, 1961, Policial, 97 minutos Direção: Elio Petri Elenco: Marcello Mastroianni, Micheline Presle, Cristina Gaioni Neste filme, o famosíssimo ator italiano Marcello Mastroianni interpreta Alfredo, um egocêntrico vendedor de antiguidades que ganha a vida comprando objetos roubados e vendendo-os por preço de relíquias numa Itália da década de 1950. Em meio a sua aconchegante vida, resultado de seus negócios bem-sucedidos, nosso protagonista é surpreendido ao receber uma visita dos homens da lei, que, mesmo sem saber o motivo, é intimidado para que os acompanhem até a delegacia. Acusado do assassinato de sua amante Adalgisa (Micheline Presle), Alfredo busca incessantemente provar sua inocência perante às autoridades que, de forma interrogativa, o pressionam para que confesse seu suposto crime. Confuso e ciente de que não cometera o crime, Alfredo começa a recordar-se, a partir de flashbacks, momentos anteriores ao assassinato de sua amada, tentando provar-se inocente para o comissário Palumbo, que tenta encaixar as peças do caso para conseguir acusar nosso suposto assassino. O diretor Elio Petri, importante cineasta italiano das décadas de 1960 e 1970, neste longa que marca sua estreia no cinema, explora o aspecto de mistério do filme, brincando com o sentimento de dúvida do espectador, misturado com um nervosismo que também permeia o protagonista Alfredo: teria sido ele autor do assassinato ou não? Durante boa parte do filme, tudo indica que o antipático vendedor de relíquias não cometeu crime algum, mas analisando as memórias de Alfredo e ouvindo testemunhos de convivência com o galã, o sentimento certo de que o personagem principal não tem relação com caso se esvai, dando espaço para uma desconfiança e ceticismo perante os depoimentos do protagonista. Membro do Partido Comunista Italiano e militante durante as filmagens da obra, o diretor busca explorar no longa a truculência das autoridades da época, criticando em diversos momentos a forma duvidosa e as vezes pouco civilizada que os agentes da lei usam para cumprir seus objetivos. Ele indaga também, de forma sutil, aspectos que satirizam a boa vida dos mais abastados de dinheiro, no caso, utilizando nosso protagonista, explorando seu lado vaidoso, interesseiro e egoísta, que vão revelando sua verdadeira personalidade no decorrer da trama. Douglas Gomes Lima dos Santos Não recomendado para menores de 14 anos Tema: Relações Humanas Contém: Violência Moderada e Consumo de drogas lícitas

O CDCC fica na Rua Nove de Julho, 1227, Centro.

Mais informações: Tel.: (16) 3373-9772

Por CDCC

Galeria

Comentários

Publicidades

Mais Vistas

1

Cirurgia será transmitida em tempo real, via internet, do Centro Cirúrgico da Santa Casa

2

Liquidação Fantástica levará milhões de pessoas ao Magazine Luiza nesta sexta-feira

3

Bolsonaro amanhece com batom, maquiagem, brincos e colares em outdoor em São Carlos

4

Novo Golf produzido no México começa a chegar às concessionárias Volkswagen no Brasil

5

Advogado é o primeiro deficiente visual a receber carteira da OAB em São Carlos