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Relatório diz que Japão vê a Coreia do Norte como "séria ameaça"

Ag Brasil

O Japão considera que a Coreia do Norte continua representando "séria ameaça" à sua segurança, apesar da atual fase de distensão na Península Coreana e do compromisso do regime de Pyongyang com a desnuclearização, segundo o relatório anual do Ministério da Defesa divulgado nesta terça-feira (28). O documento arma que Pyongyang mantém posicionados "centenas de mísseis balísticos capazes de alcançar praticamente qualquer parte do Japão", entre eles o Rodong, de médio alcance, o que faz com que a percepção do país vizinho como potencial ameaça "continue sem mudanças".

 

O Livro Branco de Defesa do Japão avalia como "signicativo" o compromisso para a desnuclearização da Península da Coreia, feito pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, durante a histórica cúpula com o presidente americano, Donald Trump, em Cingapura. O documento ressalta a importância de "monitorar de forma próxima" as possíveis ações concretas empreendidas pela Coreia do Norte para se desfazer de sua capacidade nuclear e de mísseis. 

O ministério japonês publicou o relatório anual no momento em que o diálogo aberto entre Washington e Pyongyang para a desnuclearização da Península da Coreia parece estagnado, devido às diferenças entre as duas partes sobre como empreender esse processo. Os veículos de imprensa ociais do regime norte-coreano e a Casa Branca trocaram acusações nos últimos dias e, na última sexta-feira (24), o presidente americano anunciou o cancelamento de uma viagem prevista para esta semana a Pyongyang do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo. Além disso, o Livro Branco japonês arma que foram intensicadas as atividades militares por parte dos países vizinhos na região da Ásia-Pacíco e, em particular, cita a Rússia e China. No caso de Pequim, o documento se refere à "escalada unilateral das atividades militares", o que representa "forte preocupação" para a segurança da região.

 

Moscou também mostra "uma tendência de intensicar suas atividades militares" na região, incluindo áreas próximas do território japonês, segundo o Livro Branco. O Japão mantém uma disputa com a China pela soberania das ilhas Senkaku (Diaoyu em chinês), administradas por Tóquio, mas reivindicadas por Pequim. A tensão entre ambos aumentou por causa da construção de ilhas articiais e instalações militares por parte do regime chinês no Mar da China Meridional.

 

O Livro Branco também reforça a reivindicação do Japão sobre a soberania das ilhotas de Dokdo (que Tóquio chama de Takeshima), que estão sob controle sul-coreano, e expressa a preocupação do governo japonês pelas atividades militares russas nas ilhas Curilas do sul, dominadas por Moscou desde o m da Segunda Guerra Mundial. Pequim criticou hoje as acusações de Tóquio e as qualicou de "extremamente irresponsáveis". Além disso, pediu ao país vizinho que "não buscasse várias desculpas para sua expansão armamentista", durante entrevista da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, veiculada pela agência de notícias japonesa Kyodo. O governo sul-coreano protestou "energicamente" diante da reivindicação do Japão sobre as ilhas Dokdo e, por meio da porta-voz, armou que as ilhotas são um "território inerente da República da Coreia historicamente, geogracamente e segundo o direito internacional", informou a agência local Yonhap

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