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Veja opiniões dos vereadores sobre o serviço de mototáxi em São Carlos

 

Abner Amiel/Folha São Carlos e Região

 

O presidente da Comissão de Transporte Alternativo da Câmara Municipal, o vereador Gustavo Pozzi (PR), vai entregar nesta quinta-feira (9) ao secretário de Transporte e Trânsito, Coca Ferraz, e ao prefeito Airton Garcia (PSB) a minuta que vai auxiliar na criação do Projeto de Lei que visa regulamentar o serviço de mototáxi em São Carlos. O assunto gera discordância entre os vereadores e existe ainda a Lei Municipal 11.389, de 5 de novembro de 1997, de autoria do vereador Azuaite, sancionada e promulgada pelo ex-prefeito Melo, que proíbe o serviço de mototaxi na  cidade. A lei necessitaria ser derrubada.

 

A minuta é um relatório com contribuição de vereadores, motocilistas e membros da sociedade civil explicando como será o funcionamento do serviço. Coca vai analisar questões burocráticas, preço de tarifa, impostos do serviço e deverá reenviar para a Câmara Municipal para ser votado, entre os 21 vereadores, como projeto de lei. A aprovação da regulamentação precisa de maioria simples, ou seja, 11 votos.

 

Sete vereadores disseram que vão analisar o assunto. Outros sete aprovariam e se a votação fosse na próxima semana cinco rejeitariam.

 

Os parlamentares estão divididos em relação à regularização do exercício de transporte de passageiros por mototaxista.  Os vereadores Azuaite (PPS), Sergio Rocha (PSDB), Chico Loco (PSB), Robertinho Mori (PSDB) e Cidinha do Oncológico (SD) posicionaram contra a regulamentação.

 

Os vereadores que são contra o mototaxi argumentaram que temem aumento do índice de acidente, relataram preocupação no uso do serviço para comercialização de drogas e com relação à condição que se encontram as ruas da cidade.

“O serviço vai expor a população a uma atividade perigosa”, disse Azuaite.

 

 Já Gustavo Pozzi (PR), Paraná Filho (PSB), Malabim (PTB), Luis Enrique Kiki (DEM), Moisés Lazarine (DEM), Elton Caralho (PSB), Alaide Simões (MDB) são favoráveis ao serviço. Para eles o serviço vai gerar renda, emprego, acessibilidade e democratização do transporte, dando mais opção de locomoção para o usuário.

 

“O transporte alternativo é uma realidade. Existe muito preconceito no sentido de que dizem que vai aumentar o tráfico de droga e que vai ser perigoso. Mas esse serviço já existe na cidade, só que é clandestino. Eu acredito que toda atividade econômica tem que ser regulamentada, se a gente não fizer vai ter de qualquer jeito. No momento que regular também vai dar para controlar o serviço”, defendeu Gustavo Pozzi.

 

Os vereadores João Muller (MDB), Lucão Fernandes (MDB), Dimitri (PDT), Rodson (PSDB), Roselei Françoso (REDE), Marquinho Amaral (MDB) e Edson Ferreira (PRB) disseram que vão analisar o tema. Já Leandro Guerreiro (PSB) disse que não apresenta qualquer motivo de preferência sobre o assunto.

 

Um dos representantes do movimento que pede a regulamentação do serviço, o motociclista Adilson José de Castro, justificou que em São Carlos o serviço pensa tanto nos motociclistas quanto nos passageiros.

“Os motociclistas vão ser cadastrados na Prefeitura e terão que passar por treinamentos, ter motos em ordem e próprias, vão pagar impostos, contribuir com o INSS, serão submetidos a exames toxicológicos e de sanidade física, descontos na compra de motos. São pessoas qualificadas que terão todos os benefícios de um taxista”, disse.

“Já o passageiro terá seguro de vida”, complementou.

 

Adilson rebate a tese que o serviço vai aumentar o índice de acidente na cidade.

 

“Em cidades como Araraquara, Ribeirão Preto, Campinas, São Paulo, onde já se tem o transporte, elas não se preocuparam com a segurança dos passageiros. O índice nacional de acidente com motociclistas é elevado. Mas envolvendo mototaxistas é muito baixo. De cada 500 acidentes, um envolve mototaxista. Até hoje eu não ouvi falar que morreu algum  passageiro de mototaxi”.

Em relação a possível comercialização de drogas, o motociclista disse que a agentes de trânsito e a Guarda Municipal terão que fiscalizar.

“Se o município não aprovar estará criando uma barreira, o direito e ir vir, impedindo as pessoas de escolherem o meio transporte adequado para o dia dia”.

 

 

Opinião dos vereadores

 

Contrarios

 

Cidinha (SD). Teme aumento de acidentes. Também demonstrou preocupação com situação de buracos nas ruas. Primeiro tem que consertar a cidade para depois pensar neste tipo de serviço.

Azuaite (PPS). Vai expor população a atividade perigosa ( Acidente).

Sergio Rocha (PSDB). Pensa na segurança do passageiro e crescimento de  violência.

Chico loco (PSB). Teme aumento de acidentes.

Robertinho (PSDB). Pede primeiro  rigor na Lei 14.305 de sua autoria que  estabelece requisitos de segurança para transporte remunerado de cargas por motocicleta e motoneta.

 

 

 Favoráveis

 

Gustavo Pozzi (PR). Regulamentar um serviço clandestino que já existe na cidade e ao mesmo tempo dará poder de fiscalização para a Prefeitura.

Paraná Filho (PSB). Vai gerar emprego, acessibilidade de transporte a pessoas simples,democratizando o transporte.

 Malabim (PTB). As pessoas terão mais opção para se deslocar.

 Luis Enrique Kiki (DEM). As pessoas terão mais opção para se deslocar.

Moisés Lazarine (DEM). As pessoas terão mais opção para se deslocar. Pede mudança na faixa de pedestre azul. A tinta tem provocado acidente.

 Elton Caralho (PSB). É a favor, mas pede fiscalização da Prefeitura.

 Alaide Simões (MDB).  Quando aconteceu o problema de greve da Suzantur o transporte alternativo foi quem atendeu à população.

 

 

 

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