Política

Azuaite diz que Prefeitura prioriza automóvel

Azuaite diz que Prefeitura prioriza automóvel e aponta desarticulação nas ações por melhoria do trânsito

 

 

O vereador Azuaite França (PPS), falando na tribuna da Câmara na sessão de terça-feira (26), abordou a questão da mobilidade urbana e afirmou que “em São Carlos está predominando a cultura do automóvel, a prioridade do carro em detrimento a vida”. Em sua avaliação, a Prefeitura vem priorizando o espaço ocupado pelo automóvel, que é o estacionamento.

 

Se formos fazer um levantamento estatístico das multas de trânsito em São Carlos, veremos que as multas por estacionamento supostamente irregular superam, de longe, todas as demais – argumentou o parlamentar. Frequentemente, os clientes das áreas comerciais são multados porque os vorazes agentes de trânsito não os aguardam retornar do parquímetro. Não só o freguês, mas também os comerciantes são prejudicados. A indústria da multa mata o comércio, afirmou Azuaite.

 

“No entanto, não há preocupação com o excesso de velocidade, com a poluição sonora de motos e carros com escapamento aberto, com carros com caixas de som com volume máximo, com condutores que desrespeitam o sinal vermelho dos semáforos. Não vejo multas em quantidade significativa para esses atentados contra sossego público, a saúde e a vida”, disse.

 

“Quantos o desmazelo com o trânsito já matou ou já feriu? Quanto o sistema público de saúde já gastou com os traumatizados do trânsito? Quanto vale uma vida perdida?”, questionou o vereador.

 

Azuaite recordou que “houve tempo aqui em que nos tínhamos pessoas como o delegado Dr. Tanganelli e o Capitão Figueira, um da Polícia Civil, outro da Militar, unidos com a Prefeitura de São Carlos organizando o trânsito e botando ordem nesta cidade”.

 

“Hoje eu vejo uma desarticulação total. Não vejo delegado cuidando disso, não vejo a Policia Militar cuidando disso, não vejo a Prefeitura cuidando disso”, acrescentou.  O vereador, que também é presidente da sede regional do Centro do Professorado Paulista (CPP), observou que vem realizando um forte empenho, por meio daquela entidade de classe, pela educação para o trânsito, pela travessia segura e outras questões referentes à segurança no trânsito.

 

“Acho que estou perdendo as minhas energias nisso aí porque não estou encontrando reciprocidade de quem deveria ter”, lamentou, para em seguida lançar uma indagação: “Falo dos semáforos na Vila Prado; a cada instante na Avenida Henrique Gregori existem acidentes e mais acidentes, eu reclamo e agora pergunto: Será que estão esperando que morram pessoas, estão esperando que automóveis ou moto matem alguém para depois colocar semáforo?”.

 

Azuaite iniciou sua fala conceituando o termo mobilidade urbana como a capacidade de movimentação dentro do espaço da cidade. “É preciso definir o que é cidade, espaço ocupado por pessoas; a essência da cidade é o cidadão, não existe cidade sem cidadão”.

 

Em seguida, comentou que as cidades foram recentemente invadidas por “verdadeiros seres alienígenas que ganharam vida própria e autonomia e resolveram desenvolver uma guerra contra os cidadãos; ocupam seu espaço, tiram-lhes a vida, dominam a mente das pessoas, criam uma cultura e se transformam no mais cobiçado objeto de desejo dos homens, que são os automóveis”.

 

“O homem está perdendo essa guerra contra o automóvel, que determinou uma cultura no mundo moderno e aqui em nossa cidade existem pessoas que pensam com a mentalidade imposta pelo automóvel e sua indústria, a indústria do petróleo”, lamentou.

 
 
 

 

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