Economia

Tecumseh vai suspender o contrato de 450 funcionários

O lay off terá a duração de dois meses e meio, de 16 de abril até 30 de junho. (foto: Abner Amiel).

 

Folha São Carlos e Região

 

A Tecumseh do Brasil vai suspender o contrato temporariamente de 450 funcionários da produção, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos. A medida é chamada de lay-off e é usada como alternativa  pelas empresas em momentos de crise para evitar demissões e manter os direitos dos trabalhadores em época de baixa na produção. 

O lay off terá a duração de dois meses e meio, de 16 de abril até 30 de junho. A Tecumseh tem por volta de 2.7 mil funcionários e é a primeira vez que adota a medida.

De acordo com vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Vanderlei Strano, Tecumseh está com problema de volume de produção desde janeiro. A empresa realizou algumas demissões e sindicato sugeriu que a empresa adotasse algum programa de proteção ao emprego.

“Conseguimos impedir um volume enorme de demissões, mas chegou no limite que a fábrica precisava diminuir o quadro de funcionários. E então apresentamos o lay-off”, disse Vanderlei Strano. 

“Neste programa garantimos 100% do salário dos trabalhadores e que ninguém seja demitido, a não ser que seja por justa causa, pedido de demissão ou aposentados especiais que correm o risco de perder o benefício”, acrescentou.

O sindicato está orientando os funcionários a respeito de problemas com recolhimentos do FGTS e INSS, uma vez que a empresa não vai efetuar. Os funcionários deverão recolher, pelo menos, o INSS, segundo o vice-presidente. As orientações estão sendo passados em assembleias.

Desde 2014, o Sindicato vem utilizando o lay off na categoria metalúrgica de São Carlos, já manteve os empregos na Volkswagen, Electrolux e Smalte.

Durante o período, cada funcionário tem que passar por treinamento de curso profissionalizante, de 150h.

O vice-presidente do sindicato disse que a produção vai ficar baixa até junho, a partir de junho começa subir a produção. Mas não descartou que o lay off pode ser renovado. “Podemos renovar olay-off caso necessite, mas nossa expectativa é que não dure nem os dois meses e meio estipulado”.

 

O diretor de recursos humanos da Tecumseh, Antônio Sasso Garcia Filho, disse que a medida visa preservar empregos.

“Estamos levando adiante um preceito legal previsto no ordenamento jurídico nacional que é o lay off. Não é uma medida nova, mas nós estamos usando a pela primeira vez no sentido de preservação de emprego”.

Sasso sustentou que a política industrial do Brasil, com altos tributos, não ajuda a fomentar a produção e por causa disso  a industrial de transformação está sofrendo. “Infelizmente no nosso país vivemos uma ausência completa de uma política industrial adequada. A ausência acaba prejudicando quem produz, quem paga imposto, gera emprego, exporta e traz divisas para o país, e as empresas sofrem em função das altas taxas de juros, oscilações cambiais e cargas tributárias”, destacou.

O diretor da Tecumseh ressaltou que tem expectativa de melhora. “Quando tivermos um cenário melhor, espero que os funcionários possam retornar sem que tenhamos demitidos alguém. Isso é valorizar o trabalhador”.

 

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