Educação

Lobbe Neto aponta tema da redação do Enem 2017 como fundamental para inclusão

 

Com um tema que surpreendeu os candidatos, a redação do Enem 2017 tratou do direito à educação para pessoas surdas. Sob o título “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", o assunto foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), no domingo, 05.

O deputado federal Lobbe Neto, do PSDB paulista, alerta como essa discussão faz parte de um problema real do Brasil. “Foi muito importante esse tema na redação do Enem deste ano. Nós temos que, cada vez mais, além de melhorar a qualidade, incluir todos os cidadãos. E é muito importante essa discussão, essa temática sobre linguagem de sinais, sobre libras. Queremos a inclusão também no mercado de trabalho e na educação, temos que melhorar cada vez mais a acessibilidade, em todas as áreas”, reiterou.

O tema deste ano seguiu a tendência de abordagem sobre assuntos sociais. As redações do Enem já abordaram a intolerância religiosa, violência contra a mulher, publicidade infantil, lei seca e o movimento imigratório. Lobbe Neto lembrou que a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou em 2001, um projeto de lei de sua autoria, prevendo que a rede pública de ensino, através da Secretaria de Estado de Educação, garanta acesso à educação bilíngue (Libras e Língua Portuguesa) no processo de aprendizagem, desde a educação infantil até os níveis mais elevados do sistema educacional, a todos os portadores de surdez.

O tucano ressaltou a importância da inclusão no país. “Estamos avançando. Claro que precisamos agilizar um pouco mais e ter mais compreensão de todos os cidadãos. Falta muita conscientização. Nós iniciamos um processo nessa questão de libras na Assembleia Legislativa, quando eu era deputado estadual. É muito importante que tenhamos um projeto nesse sentido que fosse estabelecido libras na educação do Estado de São Paulo”, apontou.

No Brasil, muitas escolas públicas não tem um intérprete de libras nas salas de aulas, o que dificulta o ingresso desses estudantes na educação. Já nos colégios particulares, existem diretorias que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou especialista em linguagem de sinais.

 

 

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