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Grupo de amigos vai dar auxílio, prestar socorro e acolhimento durante a TUSCA

Grupo de amigos vai dar auxílio, prestar socorro e acolhimento durante a TUSCA

 

Abner Amiel

 

Um grupo de amigos de São Carlos mobiliza um trabalho solidário durante os quatro dias da Taça Universitária de São Carlos (TUSCA). O evento acontece entre os dias 12 e 15 de outubro e tem na programação competição esportiva, festa e música.

 

A organização espera receber nos quatros dias de evento, envolvendo festas diurnas e noturnas, um público flutuante de 75 mil pessoas, sendo open bar. 

 

Enquanto acontece apresentação de shows musicais e festas noturnas no interior de um terreno na Avenida Faber, um grupo de amigos cristãos, denominado “Eu me importo”, estará atuando dentro e fora do perímetro do evento, fazendo café da manhã na porta da festa, prestando auxílio, socorro e acolhimento às pessoas que buscarem ajuda.

 

Objetivo é colaborar com a equipe organizadora, a fim de que a festa ocorra com o menor número de incidentes possível e o bem-estar de cada participante seja garantido. 

 

“Queremos fazer o bem. O bem é, em si mesmo, o objetivo final. Nos espelhamos no exemplo do Bom Samaritano. Enquanto outras pessoas de largo perguntando “porque vou ajudar esse homem caído na beira da estrada?”, o Bom Samaritano perguntou “porque não ajudar esse homem?”. Ele mesmo não ganhou nada com aquilo, mas o homem à beira da estrada sim. O bem das pessoas é o que buscamos”, disse André Matheus de 26 anos, um dos membros do grupo.

 

O projeto nasceu em 2010 depois de integrantes do grupo verem e sensibilizarem ao estado de muitos universitários -inclusive de amigos deles mesmos- durante a festa e que perceberam que podiam fazer algo. “Nós somos um grupo de amigos cristãos que percebeu que havia pessoas que precisavam de uma ajuda dentro da nossa própria cidade. Nós só decidimos nos disponibilizar”, acrescentou Matheus.

 

Nos dias do evento, os integrantes do grupo estarão usando coletes para identificação individual e alguns equipamentos simples, como tendas de apoio, materiais de primeiros socorros e os itens básicos de alimentação, como bolachas e águas. 

 

André Matheus explicou que a mobilização é voluntária, sem patrocínio de instituição. “Nenhuma instituição nos ajuda oficialmente. Conseguimos pequenas doações de amigos e nós mesmos, os participantes do “Eu me importo”, arcamos com a maior parte dos custos”.

 

Para o membro do projeto Davi Aono Nunes, de 28 anos, participar do “Eu Me Importo” é um gesto de amor ao próximo. “Ao longo dos anos temos visto e ouvido noticias de jovens que excedem o bom senso no consumo de drogas e álcool nesta festa. Ao invés de condená-los e criticá-los queremos mostrar que nos importamos com eles. Participar de festas deste tipo não condiz com nossa prática cristã, mas ignorar estes jovens também não. Queremos oferecer a eles nossa atenção e preocupação. Queremos conversar com eles e ajudá-los da forma que estiver ao nosso alcance”, disse.

 

"Como retorno esperamos que alguns jovens tenham um momento de reflexão sobre suas atitudes e como elas podem gerar consequências negativas em suas vidas presente e futura. Acreditamos que o amor de Cristo pode alcançá-los e reorientar aqueles que estão perdidos em suas vidas e necessitam de uma mudança de rumo”, acrescentou.

 

O projeto “Eu Me Importo” participará dos quatro dias da Tusca em várias escalas de trabalho ao longo do dia. 

 

 

Sobre o “Eu Me Importo”

 

Em 2010, após assistir reportagens e conhecer diversas histórias sobre acidentes fatais, pessoas em situação de risco e até abusos sexuais ocorridos no Corso (principal dia de festa do Tusca – Taça Universitária de São Carlos), um grupo de amigos se reuniu para discutir sobre como poderiam juntar esforços para ajudar os participantes da festa, muitos dos quais não conheciam a cidade e enfrentavam muitas dificuldades para conseguir atendimento médico, socorro emergencial e outros serviços de apoio.

 

A solução encontrada foi montar uma equipe que seguiria o Corso para ajudar informalmente qualquer pessoa em qualquer situação de risco, oferecendo água, alimento, contato telefônico com parentes e amigos, chamadas para serviços de saúde e até curativos simples – feitos por uma enfermeira participante do projeto. 

 

Com esse intuito, no ano de 2010 ocorreu o primeiro “Resgate” (nome dado à intervenção na época), quando uma equipe de 40 pessoas ajudou centenas de participantes da festa. No ano seguinte repetimos a ação, ajudando aqueles que apresentavam ferimentos, estavam em estado de coma alcoólico e outras situações de risco, de maneira que até casos de abusos sexuais contra pessoas inconscientes foram evitados.

 

Após o evento, membros da Guarda Civil conversaram com o grupo de universitários cristãos e falaram sobre a possibilidade de oficializar o projeto e receber treinamento específico para futuros eventos de grande porte.  O grupo Concordou com a proposta, mas a proibição do Corso em espaços abertos fez com que a ideia não fosse levada adiante.

 

Nos anos de 2012 e 2013, com o Corso sendo realizado em um espaço menor e fechado, o grupo optou por não cancelar o projeto, mas adaptá-lo para continuar ajudando os universitários. Por isso, reduziu a proposta do projeto, limitando a servir um café da manhã na saída da festa – já que não tínha autorização para entrar no perímetro interno a fim de manter o “Resgate” como realizavam anteriormente. 

 

Apesar das experiências bem-sucedidas desde então, o grupo entendeu que podiam ser mais úteis ajudando de forma mais direta aos participantes, especialmente aqueles em situação de risco (como as já citadas) dentro da festa, onde a alta concentração de pessoas, aliada às condições de desgaste de alguns, podem acarretar em sérios acidentes. 

 

Por isso, o grupo quis oferecer o auxílio de uma equipe que ficaria dentro do perímetro de festa, dando apoio emergencial aos participantes, especialmente para leva-los até a área médica do evento. A ideia é atuar em parceria com a equipe organizadora do evento, pensando e operacionalizando as estratégias para garantir o bem-estar de todos os presentes na festa.

 

A forma exata como a equipe trabalharia, o número de pessoas envolvidas e outras questões semelhantes seriam decididas entre as partes (representantes do projeto e a equipe organizadora), a fim de que poder atuar dentro dos limites estipulados pelos responsáveis do evento.

 

De acordo com uma nota do grupo “Eu me importo”, o projeto não é idealizado por nenhuma instituição em específico. “Somos um grupo de amigos que se importam com os universitários que frequentam o Tusca e veem nessa ação uma oportunidade de contribuir com o ambiente universitário. Nossa principal intenção é colaborar com a equipe organizadora, a fim de que a festa ocorra com o menor número de incidentes possível e o bem-estar de cada participante seja garantido”.

 

 

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